segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Entenda o protocolo IP e a diferença entre IPv4 e IPv6 (Terra, 30/01/2011)


Protocolo IPv6 e banda larga de 10 Gbps foram oferecidos na Campus Party Brasil 2011

Foto: Fernando Borges/Terra



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Na internet, e nas redes particulares que vemos hoje nas empresas ou mesmo nas residências, o protocolo de comunicação usado pelos computadores chama-se IP - sigla para Internet Protocol. Criado no fim dos anos 70, o protocolo IP tem como "missão" não só fazer dois computadores "conversarem", mas também possibilitar a interligação de duas ou mais redes separadas. Com raríssimas exceções, praticamente todas as redes do mundo acabaram, de uma forma ou de outra, sendo conectadas entre si e foi essa comunhão de redes que acabou formando o que conhecemos hoje por internet (nome que, em português, pode ser traduzido por "inter-redes" ou "redes interligadas").

O protocolo IP possui um esquema de endereçamento parecido com os números de telefone. Assim como qualquer telefone, no mundo todo, é único (considerando o DDD e o código de país), cada computador ligado na internet possui um número único, que é chamado de endereço IP ou número IP. Esse número serve para identificar o computador na internet. Se você precisar conversar com alguém pela internet, basta mandar mensagens endereçadas ao endereço IP do computador da pessoa.

Para que um email da Alice saia de seu computador e chegue ao computador do Beto, por exemplo, é preciso que os dados (no caso, o texto do email) sejam divididos em pacotinhos pequenos (chamados de pacotes IP) que possuem marcados dentro de si o endereço IP de origem (ou seja, o número único do computador da Alice) e o IP de destino (o número único do computador do Beto). A internet "se vira" para encontrar o caminho entre Alice e Beto, sem que nenhum dos dois precise se preocupar com isso.
No entanto, o protocolo IP em sua versão atual (a versão quatro, rotulada como IPv4) já é bastante antiga e tem muitos problemas. Os mais graves são falhas de segurança, que periodicamente são descobertas e não têm solução. A maioria dos ataques contra computadores hoje na internet só é possível devido a falhas no protocolo IP. A nova geração do protocolo IP, o IPv6, resolve grande parte dos problemas de segurança da internet hoje, herdados justamente do projeto antiquado do IPv4.

Mas o IPv4 tem um problema ainda mais premente do que sua inerente insegurança: já esgotou sua capacidade de expansão. Cada computador ligado à internet - seja um computador pessoal, uma estação de trabalho ou um servidor que hospeda um site - precisa de um endereço único que o identifique na rede. O IPv4 define, entre outras coisas importantes para a comunicação entre computadores, que o número IP tem uma extensão de 32 bits. Com 32 bits, o IPv4 tem disponíveis em teoria cerca de quatro bilhões de endereços IP mas, na prática, o que está realmente disponível é menos da metade disso. Se contarmos que o planeta tem seis bilhões de habitantes e que cada dispositivo ligado na internet (o que inclui smartphones, PCs, notebooks e afins) precisa de um número só dele, é fácil perceber que a conta não fecha. Esse número, sendo finito, um dia acaba.

Em cima disso, os endereços IP são "travados" geograficamente. Dois endereços próximos estão necessariamente na mesma cidade ou região. Se considerarmos que cerca de três quartos dos endereços IP disponíveis para a internet estão localizados nos Estados Unidos (mesmo que nunca usados), sobram apenas pouco mais de um bilhão de endereços para o resto do mundo - aumentando ainda mais o problema de escassez.
A entrada de celulares e outros dispositivos móveis (que são baratos e extremamente populares) na internet contribuiu para que o número de endereços IP disponíveis seja ainda mais escasso. De fato, algumas previsões dão conta de que os endereços IP vão acabar por completo em 2012.

O advento do IPv6, sexta versão do protocolo IP, resolveria todos esses problemas. Primeiro, porque dá fim a praticamente todos os buracos de segurança conhecidos do IPv4, tornando as comunicações muitíssimo mais seguras. O IPv6 provavelmente será uma dor de cabeça sem tamanho para os hackers criminosos.

Em segundo lugar, o IPv6 define 128 bits para endereçamento, e portanto conta com cerca de 3,4 × 10^38 endereços disponíveis (ou 340 seguido de 36 zeros). Para quem não quiser fazer a conta, basta saber que são muitos bilhões de quatrilhões de endereços disponíveis, garantindo que não vai faltar números IP para os humanos por milênios.

Pelo "draft" inicial de um documento proposto pelo IETF - Internet Engineering Task Force, órgão responsável pelo desenvolvimento tecnológico da internet, a migração de IPv4 para IPv6 deveria ter começado em algum momento entre 2009 e 2010, com migração total até o fim de 2011. O cronograma está atrasado. Google, Yahoo! e Facebook devem adotar o IPv6 em junho deste ano.

Na Campus Party Brasil 2011, quarta edição brasileira do evento de inovação, criatividade e cultura digital, realizada em São Paulo de 17 a 23 deste mês, a Telefônica ofereceu aos campuseiros a oportunidade de se conectar à internet com IPv6. A companhia vem testando a tecnologia há dois anos e espera poder oferecê-la aos seus clientes ainda em 2011.


Texto originalmente publicado em Tecnologia.terra.com.br

Fonte: Terra, 30/01/2011.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Novos modelos de negócios aquecem o varejo eletrônico (Curso de E-commerce, 18/01/2011)

Novos modelos de negócios agitam o comércio eletrônicoUma nova era de comércio eletrônico (e-commerce) já pode ser comemorada, com crescimento acima do esperado pelas lojas virtuais, que seguem a tendência de ousar com novos modelos de negócios.

O Amazon.com, o maior site de e-commerce do mundo, com faturamento de US$ 24,5 bilhões em 2009, segundo dados do Internet Retailer, faz escola porque aposta em atendimento para manter a primeira colocação no ranking mundial. De carona nessa “aba”, tanto as maiores redes de varejo como micro e pequenos empresários do segmento miram em fazer crescer o número de e-consumidores, hoje menos de 18 milhões no Brasil, e alcançar receita em patamares mais elevados.

O Walmart.com, por exemplo, recentemente anunciou a promoção do diretor de operações nos EUA, Eduardo Castro-Wright, para o comando da Global.com, o braço mundial de comércio on-line da empresa, com a missão de estabelecer uma grande operação de comércio eletrônico e multicanal, aproveitando os recursos globais da empresa. Caso tenha como meta de crescimento desbancar a Amazon, a tarefa será árdua, já que o Walmart gerou US$ 3,5 bilhões em vendas on-line no ano passado, o que coloca o site como a sexta maior loja virtual do mundo, segundo o índice Internet Retailer Top 500.


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Modelo de negócio importado

Mas nem só as grandes e conhecidas lojas virtuais fazem tendência. Empresários brasileiros têm buscado fora do País modelos inusitados de negócios, oferecendo diferentes produtos e serviços. Guilherme Pizzini, diretor comercial do site www.olhonoclick.com.br, trouxe há menos de dois anos um formato de negócio que até 2008 ainda não existia no Brasil: leilão virtual de produtos novos, principalmente eletrônicos, onde o cliente compra créditos para os lances, que começam sempre pelo inicial, de 1 centavo de real. Pensando no crescimento do setor, Pizzini, não buscou só o diferencial, mas expertise, e desde o início do site no ar, firmou parceria com o MagazineLuiza.com. Com mais de 330 mil clientes cadastrados, o site passou do faturamento de R$ 2 milhões no ano passado, para R$ 5 milhões este ano, alcançado só neste primeiro semestre.

Com um “produto” diferenciado no mercado, há cerca de cinco anos, quando o sitewww.omelhordavida.com.br entrou no ar oferecendo mais de 2.500 experiências inusitadas aos consumidores, Jorge Nahas, diretor-geral do site, sabia que não seria fácil vender voo de balão ou de helicóptero como passeio alternativo, mas arriscou. E deu certo. Neste último semestre, a empresa já cresceu 45%, comparado aos 30% de 2009. “As pessoas querem emoções que as tirem da realidade. Acertamos no nicho e somos referência no mercado, também pela audácia de investimento”, disse Nahas. O setor, apontado como um dos mais promissores, com projeção de faturar este ano mais de R$ 13,9 bilhões, segue aquecido também por conta de datas comemorativas, como o Dia dos Pais, que, segundo o e-bit, deve movimentar R$ 590 milhões da economia brasileira só pelo comércio eletrônico. Isso representa um fluxo de 35% a 40% maior, comparado ao mesmo período em 2009, quando a data gerou R$ 437 milhões.


Texto Originalmente publicado em cursodeecomerce.com.br


Fonte: Curso de E-commerce, 18/01/2011

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

RJ: prefeitura apresenta 1ª sirene de alerta para chuvas fortes (21/01/2011

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, apresentou nesta sexta-feira no Morro do Borel, na Tijuca, a primeira sirene instalada em comunidades para alertar a população sobre riscos de deslizamento em caso de chuvas fortes.

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Ao todo, serão 60 equipamentos funcionando nos locais apontadas pelo mapeamento desenvolvido pela Geo-Rio - que identificou 117 comunidades com pontos com alto risco de deslizamento.

As sirenes serão acionadas caso a Defesa Civil e o Alerta-Rio identifiquem que as chuvas atingiram níveis críticos. Neste caso, auxiliado pelo toque do alarme, os agentes comunitários vão orientar os moradores a deixarem suas casas e se deslocarem a locais seguros previamente identificados.

Para o prefeito, é importante que as pessoas acreditem no alerta e deixem a comunidade em caso de toque da sirene. Algumas vezes, afirma Paes, o equipamento vai soar, mas nada acontecerá. Mesmo assim, é preciso acreditar que não é uma brincadeira.

A prefeitura capacitou 1875 agentes de Saúde e Defesa Civil e 300 líderes comunitários para atuarem nestas situações. Segundo o subsecretário municipal de Saúde e Defesa Civil, coronel Sérgio Simões, na próxima semana entre seis e dez comunidades receberão sirenes semelhantes.

Chuvas na região serrana
As fortes chuvas que atingiram os municípios da região serrana do Rio nos dias 11 e 12 de janeiro provocaram enchentes e inúmeros deslizamentos de terra. As cidades mais atingidas são Teresópolis, Nova Friburgo, Petrópolis, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), choveu cerca de 300 mm em 24 horas na região.

Veja a Praça do Suspiro, em Nova Friburgo, antes e depois da chuva

Veja onde foram registradas as mortes

Artigo originalmente publicado no site noticias.terra.com.br

Fonte: Terra.com.br, 21/01/2011.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Estudantes testam videogame da Microsoft para fazer cirurgia robótica (Portal R7, 20/01/2011)

Sensor ajuda a aumentar precisão e dá sensação de toque ao médico

Um grupo de estudantes de engenharia da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, resolveu usar o sensor de videogame Kinect, produzido pela Microsoft, para ajudar médicos a realizar cirurgias robóticas a distância.

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Atualmente, diversos tipos de cirurgia são feitas com ajuda de grandes robôs. O médico entra em uma espécie de cabine e de lá controla os movimentos da máquina por meio de controles parecidos com joysticks de videogames para que as operações sejam minimamente invasivas no corpo do paciente, resultando em cicatrizes minúsculas.

O problema é que, nesse tipo de cirurgia, o médico não tem uma sensação realista dos movimentos, mas o estudante de engenharia elétrica Fredrik Ryden analisou os códigos do sensor Kinect e adaptou o aparelho para mostrar, na tela à distância, imagens em 3D do ambiente da cirurgia.

Com a ajuda do Kinect, foi possível usar sua câmera de profundidade para gerar as imagens do local da cirurgia e seu sensor de movimentos para “entender” e comandar os movimentos feitos pelo médico.

O primeiro teste foi gravado em vídeo e mostra um bisturi cuja posição aparece nas imagens representada por um ponto vermelho. Quando o ponto passa para uma região diferente onde estava anteriormente, o operador ou médico sente no toque um sinal de resistência.

Ryden explica que a sensação proporcionada pelo sensor de movimentos Kinect é importante para a precisão das cirurgias robóticas porque permite a movimentação do robô com exatidão apenas na exata área em que a incisão deve ser feita.

- Poderíamos [com o uso do Kinect] definir, basicamente, um campo de força em torno de um fígado. Se o cirurgião chegar perto demais [da área delimitada] ele ficaria apenas no limite e protegeria as áreas que não devem ser cortadas.
Outra grande vantagem da novidade, caso seja realmente aplicada na medicina robótica, é seu baixo custo em comparação com robôs cirúrgicos que existem atualmente.

Artigo originalmente publicado no site R7.com

Fonte: Portal R7, 20/01/2011.

Mercosul Digital começa a treinar empresas para e-commerce em outubro (O Globo, 18/01/2011)

SÃO PAULO - Em outubro deste ano, os países que integram o Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) passam a contar com uma rede de capacitação online para aprimorar o comércio eletrônico entre as empresas do bloco e junto à União Europeia.



Na avaliação do representante da União Europeia e responsável pelo projeto, Manuel Fernández Quilez, o Mercosul Digital é ferramenta "para reduzir o fosso tecnológico entre os países do Mercosul e a União Europeia (UE)".




Segundo Quilez, o projeto iniciado no começo de 2009, compreende, por ora, um investimento de 7 milhões de euros da UE, que pode receber novas contribuições de acordo com os resultados do projeto.

Os 2,6 milhões de euros restantes envolvem contribuições de alguns membros do Mercosul, especialmente o Brasil, "para apoiar outros membros do bloco a reduzir a disparidade tecnológica atual", afirma o representante da comunidade europeia.

Comércio integrado

A capacitação online, prevista por três anos, será destinada a três diferentes públicos: especialistas em infraestrutura tecnológica, profissionais de gestão de comércio eletrônico e empresas, explica Lazarte.

O projeto deve beneficiar mais de 5.500 empresas nos quatro países do bloco, segundo estimativa da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net) - uma das entidades que dão suporte ao Mercosul Digital.

"O treinamento está aberto a empresas de todos os portes, mas há uma ênfase na capacitação de micro, pequenas e médias empresas para o comércio eletrônico fronteiriço no Mercosul e do bloco com a União Europeia", afirma o diretor-executivo da camara-e.net e coordenador da iniciativa na área de e-commerce, Gerson Rolim.

Para promover o comércio eletrônico integrado no bloco, o projeto também prevê eliminar as diferenças digitais entre os países do Mercosul, nas áreas de infraestrutura de rede e certificação digital, sob a gestão da Rede Nacional de Pesquisa (RNP), informa Lazarte. "O interesse da União Europeia é diversificar e facilitar interações comerciais com o Mercosul. E ter uma infraestrutura de comércio eletrônico bem acertada é um benefício", observa o coordenador do projeto.

Artigo originalmente publicado no site oglobo.globo.com

Autor: Daniela Braun | Valor.
Fonte: O Globo, 18/01/2011.