Mostrando postagens com marcador TI. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador TI. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Experimento usa luz do Sol para limpar ar (Info, 28/01/2009)

Experimento usa luz do Sol para limpar ar


Visite nossa loja VisionEletronicos.com.br

Um experimento em teste na Suíça promete transformar desertos em áreas mais capazes de tirar Co2 do ar que densas florestas

Uma das vilãs do aquecimento global é a destruição de matas. Afinal, com menos árvores no planeta, menos vegetação transforma gás carbônico em oxigênio.

Em contraposição às florestas cheias de biodiversidade, os desertos são considerados quase que totalmente estéreis para o planeta e para o combate ao aquecimento global.

Um experimento desenvolvido pelo pesquisador Aldo Steinfeld no Instituto de Tecnologia da Suíça propõe inverter esta equação, usando desertos a favor da despoluição do planeta.

Partes de carbono por milhão

Medições em diferentes pontos da Terra indicam que nossa atmosfera possui hoje 385 partes por milhão de dióxido de carbono. Para muitos cientistas, esta já é uma proporção ruim e a concentração de moléculas de carbono estão ao menos 100 partes por milhão acima do que estava há um século. Esta proporção, aliás, tende a crescer com a crescente queima de combustível fóssil por carros, fábricas e usinas de eletricidade.

A ideia de Aldo é desenvolver máquinas que possam sequestrar carbono e devolver à atmosfera apenas ar limpo, livre das substâncias que geram o aquecimento global. Estas tecnologias, na verdade, já existem mas enfrentam um grave obstáculo: são caras e demandam muita energia.

O processo básico envolve concentrar uma grande quantidade de ar poluído num cilindro com hidróxido de sódio. Se este meio for aquecido a temperaturas superiores a 400º C, as moléculas de carbono reagem com o hidróxido de sódio e são transformadas em carbonato de cálcio. Assim, o oxigênio fica livre do gás carbônico e pode ser liberado na atmosfera. O resultado da reação são apenas resíduos não tóxicos, que podem ser enterrados.

O dilema elementar desta tecnologia é que para aquecer o ar a 400º C é preciso tanta energia que os benefícios para o planeta acabam anulados pela maior necessidade de gerar eletricidade.

A ideia de Aldo é usar energia solar para fazer esta reação e, de quebra, reciclar os resíduos transformando-os em hidróxido de sódio, substância fundamental para realizar a operação.

Deserto produtivo

Assim, um sistema com grandes parabólicas capta a energia solar e a usa para aquecer cilindros onde o ar poluído da atmosfera é concentrado. Lá dentro, o ar reage com uma solução de hidróxido de sódio e separa o oxigênio do gás carbônico.

Numa segunda fase, os resíduos da operação são submetidos a uma temperatura de 1000ºC em meio a uma solução com hidróxido de cálcio. O resultado é a conversão dos desetos em hidróxido de sódio reciclado, uma substância fundamental para alimentar a “usina de oxigênio”.

Como só funciona sob Sol forte, o experimento deveria ser instalado em desertos, propõe o professor. Isto transformaria desertos em áreas economicamente interessantes para uma futura economia de créditos de carbono.

Na opinião de Aldo, seu invento poderia se somar a outras atitudes como a adoção de energia limpa nas fábricas e o uso de combustível fóssil nos carros. Mais do que simplesmente impedir que mais gás carbônico seja lançado na atmosfera, o recurso consegue reverter os males já causados à atmosfera, retirando moléculas de CO2 dela.

Para ser efetivo, porém, o projeto precisaria ser aplicado em larga escala nos desertos do mundo. O pesquisador acha isso plenamente possível se os governos do mundo onerarem as fábricas e usinas poluentes, obrigando-as a financiar estes projetos.

Artigo originalmente publicado em Info.abril.com.br

Fonte: Info, 28/01/2009.
Autor: Felipe Zmoginski

segunda-feira, 28 de março de 2011

TV Fox: Assista à TV do mundo todo enquanto navega pela net (Olhar Digital, 27/05/2009)

Aplicativo do Firefox oferece mais de 2700 canais, gratuitamente



Nenhuma operadora de TV a cabo consegue te entregar o que o TV Fox se propõe. São mais de 2700 canais do mundo todo, à sua disposição e de graça.
Para acessar o TV Fox, é necessário ter o browser Mozilla Firefox instalado em seu computador.

Links:
Para baixar o Mozilla Firefox, clique aqui.
Para baixar o TV Fox, clique aqui.

Matéria originalmente publicada em OlharDigital.uol.com.br

Fonte: Olhar Digital, 27/05/2009.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Entenda o protocolo IP e a diferença entre IPv4 e IPv6 (Terra, 30/01/2011)


Protocolo IPv6 e banda larga de 10 Gbps foram oferecidos na Campus Party Brasil 2011

Foto: Fernando Borges/Terra



Visite nossa loja visioneletronicos.com.br

Na internet, e nas redes particulares que vemos hoje nas empresas ou mesmo nas residências, o protocolo de comunicação usado pelos computadores chama-se IP - sigla para Internet Protocol. Criado no fim dos anos 70, o protocolo IP tem como "missão" não só fazer dois computadores "conversarem", mas também possibilitar a interligação de duas ou mais redes separadas. Com raríssimas exceções, praticamente todas as redes do mundo acabaram, de uma forma ou de outra, sendo conectadas entre si e foi essa comunhão de redes que acabou formando o que conhecemos hoje por internet (nome que, em português, pode ser traduzido por "inter-redes" ou "redes interligadas").

O protocolo IP possui um esquema de endereçamento parecido com os números de telefone. Assim como qualquer telefone, no mundo todo, é único (considerando o DDD e o código de país), cada computador ligado na internet possui um número único, que é chamado de endereço IP ou número IP. Esse número serve para identificar o computador na internet. Se você precisar conversar com alguém pela internet, basta mandar mensagens endereçadas ao endereço IP do computador da pessoa.

Para que um email da Alice saia de seu computador e chegue ao computador do Beto, por exemplo, é preciso que os dados (no caso, o texto do email) sejam divididos em pacotinhos pequenos (chamados de pacotes IP) que possuem marcados dentro de si o endereço IP de origem (ou seja, o número único do computador da Alice) e o IP de destino (o número único do computador do Beto). A internet "se vira" para encontrar o caminho entre Alice e Beto, sem que nenhum dos dois precise se preocupar com isso.
No entanto, o protocolo IP em sua versão atual (a versão quatro, rotulada como IPv4) já é bastante antiga e tem muitos problemas. Os mais graves são falhas de segurança, que periodicamente são descobertas e não têm solução. A maioria dos ataques contra computadores hoje na internet só é possível devido a falhas no protocolo IP. A nova geração do protocolo IP, o IPv6, resolve grande parte dos problemas de segurança da internet hoje, herdados justamente do projeto antiquado do IPv4.

Mas o IPv4 tem um problema ainda mais premente do que sua inerente insegurança: já esgotou sua capacidade de expansão. Cada computador ligado à internet - seja um computador pessoal, uma estação de trabalho ou um servidor que hospeda um site - precisa de um endereço único que o identifique na rede. O IPv4 define, entre outras coisas importantes para a comunicação entre computadores, que o número IP tem uma extensão de 32 bits. Com 32 bits, o IPv4 tem disponíveis em teoria cerca de quatro bilhões de endereços IP mas, na prática, o que está realmente disponível é menos da metade disso. Se contarmos que o planeta tem seis bilhões de habitantes e que cada dispositivo ligado na internet (o que inclui smartphones, PCs, notebooks e afins) precisa de um número só dele, é fácil perceber que a conta não fecha. Esse número, sendo finito, um dia acaba.

Em cima disso, os endereços IP são "travados" geograficamente. Dois endereços próximos estão necessariamente na mesma cidade ou região. Se considerarmos que cerca de três quartos dos endereços IP disponíveis para a internet estão localizados nos Estados Unidos (mesmo que nunca usados), sobram apenas pouco mais de um bilhão de endereços para o resto do mundo - aumentando ainda mais o problema de escassez.
A entrada de celulares e outros dispositivos móveis (que são baratos e extremamente populares) na internet contribuiu para que o número de endereços IP disponíveis seja ainda mais escasso. De fato, algumas previsões dão conta de que os endereços IP vão acabar por completo em 2012.

O advento do IPv6, sexta versão do protocolo IP, resolveria todos esses problemas. Primeiro, porque dá fim a praticamente todos os buracos de segurança conhecidos do IPv4, tornando as comunicações muitíssimo mais seguras. O IPv6 provavelmente será uma dor de cabeça sem tamanho para os hackers criminosos.

Em segundo lugar, o IPv6 define 128 bits para endereçamento, e portanto conta com cerca de 3,4 × 10^38 endereços disponíveis (ou 340 seguido de 36 zeros). Para quem não quiser fazer a conta, basta saber que são muitos bilhões de quatrilhões de endereços disponíveis, garantindo que não vai faltar números IP para os humanos por milênios.

Pelo "draft" inicial de um documento proposto pelo IETF - Internet Engineering Task Force, órgão responsável pelo desenvolvimento tecnológico da internet, a migração de IPv4 para IPv6 deveria ter começado em algum momento entre 2009 e 2010, com migração total até o fim de 2011. O cronograma está atrasado. Google, Yahoo! e Facebook devem adotar o IPv6 em junho deste ano.

Na Campus Party Brasil 2011, quarta edição brasileira do evento de inovação, criatividade e cultura digital, realizada em São Paulo de 17 a 23 deste mês, a Telefônica ofereceu aos campuseiros a oportunidade de se conectar à internet com IPv6. A companhia vem testando a tecnologia há dois anos e espera poder oferecê-la aos seus clientes ainda em 2011.


Texto originalmente publicado em Tecnologia.terra.com.br

Fonte: Terra, 30/01/2011.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Estudantes testam videogame da Microsoft para fazer cirurgia robótica (Portal R7, 20/01/2011)

Sensor ajuda a aumentar precisão e dá sensação de toque ao médico

Um grupo de estudantes de engenharia da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, resolveu usar o sensor de videogame Kinect, produzido pela Microsoft, para ajudar médicos a realizar cirurgias robóticas a distância.

Visite nossa loja visioneletronicos.com.br

Atualmente, diversos tipos de cirurgia são feitas com ajuda de grandes robôs. O médico entra em uma espécie de cabine e de lá controla os movimentos da máquina por meio de controles parecidos com joysticks de videogames para que as operações sejam minimamente invasivas no corpo do paciente, resultando em cicatrizes minúsculas.

O problema é que, nesse tipo de cirurgia, o médico não tem uma sensação realista dos movimentos, mas o estudante de engenharia elétrica Fredrik Ryden analisou os códigos do sensor Kinect e adaptou o aparelho para mostrar, na tela à distância, imagens em 3D do ambiente da cirurgia.

Com a ajuda do Kinect, foi possível usar sua câmera de profundidade para gerar as imagens do local da cirurgia e seu sensor de movimentos para “entender” e comandar os movimentos feitos pelo médico.

O primeiro teste foi gravado em vídeo e mostra um bisturi cuja posição aparece nas imagens representada por um ponto vermelho. Quando o ponto passa para uma região diferente onde estava anteriormente, o operador ou médico sente no toque um sinal de resistência.

Ryden explica que a sensação proporcionada pelo sensor de movimentos Kinect é importante para a precisão das cirurgias robóticas porque permite a movimentação do robô com exatidão apenas na exata área em que a incisão deve ser feita.

- Poderíamos [com o uso do Kinect] definir, basicamente, um campo de força em torno de um fígado. Se o cirurgião chegar perto demais [da área delimitada] ele ficaria apenas no limite e protegeria as áreas que não devem ser cortadas.
Outra grande vantagem da novidade, caso seja realmente aplicada na medicina robótica, é seu baixo custo em comparação com robôs cirúrgicos que existem atualmente.

Artigo originalmente publicado no site R7.com

Fonte: Portal R7, 20/01/2011.