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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A Compra Coletiva e o Consumidor (E-Commerce.org, 07/02/2011)


Viramos o ano, mas o assunto compra coletiva continua na berlinda com muita gente querendo entrar no setor e muita gente com dúvidas. Vamos continuar abordando esse assunto sobre diferentes ângulos, desta vez, considerando o consumidor que é a peça mais importante do sistema de compra coletiva.


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Perfil do consumidor no sistema de compra coletiva

Dados do Instituto Ibope-Nielsen indicam que no mês de setembro cerca de 5,6 milhões de Internautas visitaram pelo menos um site de compra coletiva. Isso significa algo próximo a 10% dos usuários ativos da Internet , percentual expressivo para um segmento tão novo. Segundo a pesquisa, o público desses sites é predominantemente masculino (53,8%) e a faixa etária de maior concentração é entre 25 a 34 anos (38,3%). Esses dados divergem dos dados de clientes de sites de compra coletiva apresentados nos Estados Unidos onde a maioria absoluta é do sexo feminino e a faixa etária predominante é de jovens de 18 a 34 anos. Por outro lado, são compatíveis com o perfil do consumidor on-line brasileiro, de faixa etária próxima a detectada pela pesquisa e que até há pouco tempo era também majoritariamente masculino.

O que motiva a compra coletiva

A compra coletiva é uma típica compra por impulso. Compra por impulso refere-se à aquisição de algo cuja ausência não faria nenhuma falta ao consumidor e geralmente esta associada a produtos de menor valor ou produtos de oportunidade. O modelo de compra coletiva junta um produto atrativo com um desconto expressivo e uma oportunidade com prazo certo para se extinguir. Tem-se assim a receita para uma venda bem-sucedida. Esse fato não deve nos levar a conclusão que o consumidor de ofertas seja um consumidor descuidado, muito pelo contrário. Em geral, além de possuir uma boa formação trata-se de um consumidor crítico que sabe avaliar as boas ofertas e saberá questionar e procurar alternativas quando não estiver satisfeito.

Dicas para o consumidor de compra coletiva

  • A primeira dica é não se precipitar em sair comprando tudo o que aparece na caixa postal eletrônica. Todas as ofertas têm um forte apelo de urgência e elas são criadas para serem assim, mas existem excelentes ofertas, boas ofertas e simplesmente... ofertas. A chave é não se impressionar somente com valor do desconto ou outro aspecto isolado, mas se perguntar se aquele produto interessa de fato e, caso a resposta seja positiva, seguir em frente com as compra.
  • Ao adquirir um produto de um site de compra coletiva pela primeira vez, verifique o grau de confiabilidade do site considerando parâmetros como a existência de opções de pagamento; a existência de certificação digital das páginas de entrada de dados, bem como o visual e texto do site.
  • Em todas as compras, visite o site do comerciante, verifique pelas fotos se o ambiente lhe agrada e caso tenha duvidas sobre a oferta se informe pelo telefone ou email que devem estar disponibilizados no site. Eventualmente, se for possível, você pode se deslocar até o local para um reconhecimento antes de bater o martelo.
  • Leia com atenção as condições da oferta publicadas no site de compra coletiva. Às vezes, um pequeno detalhe pode levar uma oferta atrativa a tornar-se desinteressante. Verifique itens importantes como: validade do cupom; características do produto/serviço adquirido; locais e datas onde o produto poderá ser consumido; necessidade de reserva, entre outras informações relevantes.
  • Confirme o valor real do produto adquirido. Um desconto de 50% pode não ser tão interessante se você descobrir que o valor utilizado para o cálculo do desconto é muito acima do que o praticado no mercado. Normalmente isso é fácil de verificar pela Internet. O sistema de compra coletiva é uma ótima novidade para o consumidor e para o comércio em geral, mas fique atento para escolher somente aquelas ofertas que sejam realmente vantajosas


Artigo originalmente publicado em E-commerce.org

Autor: Dailton Felipini
Fonte: E-Commerce.org, 07/02/2011.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Novos modelos de negócios aquecem o varejo eletrônico (Curso de E-commerce, 18/01/2011)

Novos modelos de negócios agitam o comércio eletrônicoUma nova era de comércio eletrônico (e-commerce) já pode ser comemorada, com crescimento acima do esperado pelas lojas virtuais, que seguem a tendência de ousar com novos modelos de negócios.

O Amazon.com, o maior site de e-commerce do mundo, com faturamento de US$ 24,5 bilhões em 2009, segundo dados do Internet Retailer, faz escola porque aposta em atendimento para manter a primeira colocação no ranking mundial. De carona nessa “aba”, tanto as maiores redes de varejo como micro e pequenos empresários do segmento miram em fazer crescer o número de e-consumidores, hoje menos de 18 milhões no Brasil, e alcançar receita em patamares mais elevados.

O Walmart.com, por exemplo, recentemente anunciou a promoção do diretor de operações nos EUA, Eduardo Castro-Wright, para o comando da Global.com, o braço mundial de comércio on-line da empresa, com a missão de estabelecer uma grande operação de comércio eletrônico e multicanal, aproveitando os recursos globais da empresa. Caso tenha como meta de crescimento desbancar a Amazon, a tarefa será árdua, já que o Walmart gerou US$ 3,5 bilhões em vendas on-line no ano passado, o que coloca o site como a sexta maior loja virtual do mundo, segundo o índice Internet Retailer Top 500.


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Modelo de negócio importado

Mas nem só as grandes e conhecidas lojas virtuais fazem tendência. Empresários brasileiros têm buscado fora do País modelos inusitados de negócios, oferecendo diferentes produtos e serviços. Guilherme Pizzini, diretor comercial do site www.olhonoclick.com.br, trouxe há menos de dois anos um formato de negócio que até 2008 ainda não existia no Brasil: leilão virtual de produtos novos, principalmente eletrônicos, onde o cliente compra créditos para os lances, que começam sempre pelo inicial, de 1 centavo de real. Pensando no crescimento do setor, Pizzini, não buscou só o diferencial, mas expertise, e desde o início do site no ar, firmou parceria com o MagazineLuiza.com. Com mais de 330 mil clientes cadastrados, o site passou do faturamento de R$ 2 milhões no ano passado, para R$ 5 milhões este ano, alcançado só neste primeiro semestre.

Com um “produto” diferenciado no mercado, há cerca de cinco anos, quando o sitewww.omelhordavida.com.br entrou no ar oferecendo mais de 2.500 experiências inusitadas aos consumidores, Jorge Nahas, diretor-geral do site, sabia que não seria fácil vender voo de balão ou de helicóptero como passeio alternativo, mas arriscou. E deu certo. Neste último semestre, a empresa já cresceu 45%, comparado aos 30% de 2009. “As pessoas querem emoções que as tirem da realidade. Acertamos no nicho e somos referência no mercado, também pela audácia de investimento”, disse Nahas. O setor, apontado como um dos mais promissores, com projeção de faturar este ano mais de R$ 13,9 bilhões, segue aquecido também por conta de datas comemorativas, como o Dia dos Pais, que, segundo o e-bit, deve movimentar R$ 590 milhões da economia brasileira só pelo comércio eletrônico. Isso representa um fluxo de 35% a 40% maior, comparado ao mesmo período em 2009, quando a data gerou R$ 437 milhões.


Texto Originalmente publicado em cursodeecomerce.com.br


Fonte: Curso de E-commerce, 18/01/2011