quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Estudantes testam videogame da Microsoft para fazer cirurgia robótica (Portal R7, 20/01/2011)

Sensor ajuda a aumentar precisão e dá sensação de toque ao médico

Um grupo de estudantes de engenharia da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, resolveu usar o sensor de videogame Kinect, produzido pela Microsoft, para ajudar médicos a realizar cirurgias robóticas a distância.

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Atualmente, diversos tipos de cirurgia são feitas com ajuda de grandes robôs. O médico entra em uma espécie de cabine e de lá controla os movimentos da máquina por meio de controles parecidos com joysticks de videogames para que as operações sejam minimamente invasivas no corpo do paciente, resultando em cicatrizes minúsculas.

O problema é que, nesse tipo de cirurgia, o médico não tem uma sensação realista dos movimentos, mas o estudante de engenharia elétrica Fredrik Ryden analisou os códigos do sensor Kinect e adaptou o aparelho para mostrar, na tela à distância, imagens em 3D do ambiente da cirurgia.

Com a ajuda do Kinect, foi possível usar sua câmera de profundidade para gerar as imagens do local da cirurgia e seu sensor de movimentos para “entender” e comandar os movimentos feitos pelo médico.

O primeiro teste foi gravado em vídeo e mostra um bisturi cuja posição aparece nas imagens representada por um ponto vermelho. Quando o ponto passa para uma região diferente onde estava anteriormente, o operador ou médico sente no toque um sinal de resistência.

Ryden explica que a sensação proporcionada pelo sensor de movimentos Kinect é importante para a precisão das cirurgias robóticas porque permite a movimentação do robô com exatidão apenas na exata área em que a incisão deve ser feita.

- Poderíamos [com o uso do Kinect] definir, basicamente, um campo de força em torno de um fígado. Se o cirurgião chegar perto demais [da área delimitada] ele ficaria apenas no limite e protegeria as áreas que não devem ser cortadas.
Outra grande vantagem da novidade, caso seja realmente aplicada na medicina robótica, é seu baixo custo em comparação com robôs cirúrgicos que existem atualmente.

Artigo originalmente publicado no site R7.com

Fonte: Portal R7, 20/01/2011.

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