sexta-feira, 30 de julho de 2010

Sony desenvolve tecnologia que permite a criação de Blu-rays com até 1 TB de dados (Baixaki, 27/07/2010)


Em parceria com a Universidade de Tohoku, a empresa criou um tipo de laser azul-violeta 100 vezes mais eficiente que os atuais.

Enquanto para muitos possuir um reprodutor de discos Blu-Ray em casa não passe de um sonho distante, há bastante tempo já se fala em tecnologias capazes de tornar os discos azuis uma coisa do passado. Exemplo disso é o padrão BDXL, que ao utilizar discos com três ou quatro camadas consegue disponibilizar até 128 GB de espaço para gravação (clique aqui para ler mais sobre a tecnologia).

Porém, essa tecnologia que já impressiona por disponibilizar a capacidade de um disco rígido em um simples Blu-ray parece superada antes mesmo do lançamento. Ao menos se depender do anúncio da Sony que, junto com a Universidade de Tohoku, desenvolveu um novo laser capaz de aproveitar de forma muito mais eficiente a densidade de um disco comum.

Enquanto padrões como o BDXL aumentam o espaço disponível ao disponibilizar mais camadas ao disco (o que os torna incompatíveis com os reprodutores atuais), a Sony apostou em outra maneira de aumentar a eficiência do método de gravação. Em vez de aumentar o tamanho dos discos, a empresa decidiu aumentar a eficiência do laser utilizado.

Blu-Rays com até 1 TB de armazenamento

Assim como o laser utilizado para a gravação de um Blu-ray tradicional, a nova tecnologia utiliza um comprimento de onda de 405 nanômetros (para ter noção da escala, um nm equivale a um bilionésimo de metro). A diferença fica para a duração dos pulsos ópticos, com a duração de somente três picossegundos (um picossegundo equivale a um bilionésimo de segundo).


O novo equipamento possui uma potência de saída de até 100 watts, com frequência de até 1 gigahertz. Pode parecer pouco para quem está por dentro do assunto, mas esta capacidade de saída é cerca de cem vezes maior do que o método de gravação utilizado atualmente. Isto faz com que a capacidade de gravação seja em teoria até 20 vezes maior do que a de um Blu-ray tradicional, podendo chegar a 1TB em um disco de camada simples.

Embora existam outros métodos que já utilizam lasers de alta potência empregados principalmente em pesquisas científicas, a fonte de luz utilizada costuma ser muito grande e exige a presença de um técnico especializado para se certificar de que a operação acontece corretamente.

A Sony alega ter resolvido esse problema ao utilizar uma tecnologia que incorpora diodos semicondutores ao sistema de lasers, tornando-o mais estável e próprio para utilização em um leque muito grande de aplicações. O novo método também permite que o tamanho da fonte de luz utilizada seja drasticamente reduzido, o que pode significar leitores com dimensões menores se comparados aos atuais, por exemplo.

O novo laser semicondutor de alta potência e velocidade utiliza um método ótico não linear conhecido como “two-photon absorption” (absorção de dois fótons, em uma tradução livre), que acontece como resultado de pulsos óticos de alta intensidade.

Quando a luz é concentrada na lente durante a gravação, é criado um processo que muda propriedades químicas e termais ao redor do ponto de foco do laser, atingindo uma área menor que o diâmetro do ponto de foco da lente em si (se a explicação pareceu incompreensível, é porque realmente se trata de um processo realmente complicado).


Embora entender como o método funciona seja algo difícil e restrito aos especialistas na área, as aplicações práticas são bastante palpáveis. Esta tecnologia permite utilizar de forma muito mais eficiente a superfície de um disco, gravando dados de forma tridimensional – com a utilização de materiais que combinam elementos orgânicos e inorgânicos com propriedades adaptadas ao laser utilizado, o resultado é um espaço muito maior para a gravação de dados.

Os poucos protótipos montados até agora ocupam um espaço gigantesco e custaram em média US$ 100 mil para serem produzidos. Porém, isso tende a mudar, especialmente após a Sony ter sido bem-sucedida na gravação e leitura de dados utilizando a técnica, embora não haja nenhuma informação sobre previsões de quando a tecnologia passará a ser utilizada em escala industrial.

Novo fôlego para a mídia física

O anúncio desta nova tecnologia de gravação vai contar a tendência atual de distribuir conteúdos através dos meios digitais, e mostra que a Sony ainda está disposta a investir em meios físicos durante os próximos anos.

Embora muitos apostassem que o Blu-ray deveria representar a última geração de distribuição de mídias através de meios táteis, é inegável a atração que um disco de 1TB terá sobre os consumidores. Afinal, por mais que discos rígidos de alta capacidade sejam cada vez mais baratos, será muito mais prático ter séries completas e diversos filmes em alta definição em um pequeno disco do que ter que lidar com gerenciamento de um espaço limitado.

Artigo originalmente publicado no site Baixaki.

Autor: Felipe Gugelmin.
Fonte: Baixaki, 27/07/2010

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quinta-feira, 29 de julho de 2010

Intel investe em tecnologia de feixes de luz para maior transferência de dados (Olhar Digital, 28/07/2010)



Conexão ótica poderá substituir o uso de elétrons e cabos de cobre e conseguiria alcançar distâncias e velocidades superiores

Nesta terça-feira, 27/07, a Intel anunciou que desenvolveu um protótipo de pesquisa que se utiliza de feixes de luz para transmitir os dados para dentro e fora dos computadores. De acordo com nota divulgada à imprensa, a tecnologia poderia substituir o uso de elétrons e cabos de cobre na transferência de dados a uma velocidade de 50 gigabits por segundo, o que equivaleria à transferência de um filme inteiro em HD por segundo. Ela também conseguiria alcançar distâncias maiores do que os cabos de cobre.

Justin Rattner, CTO da Intel, considera o protótipo um gigantesco avanço tecnológico, uma vez que os cabos de cobre estão atingindo o seu limite e transferir dados a 10Gbps ou mais por esses cabos esta cada vez mais difícil.

A Intel espera aumentar a velocidade da conexão ótica para 1Tbps à medida que aumentar o número de canais para melhorar a transferência de dados e o próximo passo é implementar a tecnologia em seus chips. A empresa espera ainda levar a tecnologia aos grandes mercados, como PCs, servidores e aparelhos móveis até o meio desta década.

Companhias como a Oracle e a IBM já estão evolvidas em pesquisas na área de tecnologia fotônica.

Artigo originalmente publicado no site Olhar Digital

Fonte: Olhar Digital, 28/07/2010
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quarta-feira, 28 de julho de 2010

Como Vender Para o Público Teen (Blog do E-Commerce, 28/07/2010)



Quando se trata de compras on-line, os usuários adolescentes são uma contradição: A maioria dos adolescentes não têm o seu próprio cartão de crédito, ainda que gostem de fazer compras online. (O que simplesmente prova que eles têm acesso a cartões de seus pais).
Cerca de 80 por cento dos adolescentes online na faixa etária de 12 a 17 anos visitam sites de varejo, de acordo com a ComScore. Isso representa uma audiência de 12 a 15 milhões de compradores teen. Por exemplo, a eBay teve 6.400.000 usuários teen em abril de 2006, enquanto a Amazônia teve 3.500.000 e a Apple 3.000.000. (No caso da Apple, o iTunes foi seguramente o mais importante.)

Outro paradoxo sobre teens online, ou talvez seja melhor descrito como um mito: Adolescentes não são os usuários super tech-savvy como popularmente se pensa.

Segundo a concepção popular, os teens são muito mais hábeis no uso da Internet que os usuários adultos. Temos uma imagem dos adolescentes totalmente ligada a mensagens, dentro do MySpace ou baixando filmes ouvindo seu iPod.

Mas estar constantemente conectado não significa que os adolescentes são assistentes de tecnologia, afirma um estudo da Nielsen Norman Group. Embora alguns adolescentes são tech know-it-alls, diz Hoa Loranger, um dos autores do relatório.

Para esclarecer, os adolescentes são muito mais confortáveis com a tecnologia – não tem medo tanto quanto os adultos.

Mas se algo não funciona para um usuário adolescente, eles tem muito menos paciência, e é por isso que não pode superar muitos obstáculos tecnológicos. Se não funcionar da maneira que eles esperam, simplesmente abandonam o processo.

Além disso, as competências de investigação dos adolescentes e de leitura ainda não amadureceram, diz ela.

Devido a esses fatores, os adolescentes completam com êxito as tarefas on-line (taxa de sucesso de 55 por cento) do que os usuários adultos (66 por cento de sucesso), com base no estudo da Nielsen.

No entanto, por mais difícil que seja para atingir esses consumidores volúveis, que representam um mercado potencialmente lucrativo. Um estudo do Pew no final de 2004 estimou o total de audiência online teen com idade entre 12 a 17 anos, em 21 milhões de euros. Esta primeira geração de usuários tem crescido desde a infância na era da Internet e será certamente consumidores online ativos nos próximos anos.

Balanceamento na facilidade de uso

Estudo da Nielsen com adolescentes assistidos em ação. É com base no comportamento do adolescente real, em oposição às pesquisas que os usuários tem mostrado sobre si mesmo.

Como os pesquisadores acompanharam o uso da Web teen, eles descobriram um enigma: Os adolescentes são atraídos por sites com um olhar de vanguarda, mas eles têm dificuldade com um projeto complexo.

“A sensação visual e design visual é muito importante para eles. As primeiras impressões são muito importantes”, diz Loranger. “Eles gostam de gráficos e prestam a atenção para a experiência visual mais do que os adultos.”

Os usuários teen também precisam ser constantemente atraídos e entretidos para manter a atenção. “A coisa mais comum que ouvimos repetidas vezes é” estou entediado “, diz ela.

Mas, afinal, eles querem fazer alguma coisa. Eles não são como crianças pequenas, que aleatoriamente esfregam a tela com o mouse para ver o que aparece. Adolescentes preferem as tarefas mais específicas.

“Assim, quando o design visual ou o design de interação fica no caminho daquilo que eles estão tentando fazer, então realmente degrada a experiência do usuário para os adolescentes.”

Movimentos é bom, mas em demasiado ocupado espaço ou fica complexo e isso é ruim. “Se o site está gritando por sua atenção e tudo é dinâmico e em movimento, é um grande turn-off para os adolescentes”, diz Loranger.

Assim, o desafio primário do Web design para os adolescentes é dar um design muito fácil de usar e um visual muito contemporâneo. “Quando um design é moderno o visual é importante, você precisa de equilíbrio com a interação simples, porque eles não vão gastar o tempo para descobrir isso”, diz ela.

Vender para Adolescentes: Principais Regras

Mostrar Preço

Para os consumidores adolescentes, é fundamental mostrar o preço com a primeira menção do produto. Isso é mais importante para os adolescentes do que para os adultos.

O motivo: “Os adolescentes estão muito conscientes dos preços – e não têm muito dinheiro. De fato, no estudo da Nielsen, “Um número esmagador de crianças foi direto para a seção de vendas.”

Permitir Ordenar por Preferência

Mais uma vez, por causa do orçamento dos adolescentes ser limitado, é uma boa idéia permitir que usuários classifiquem os produtos por uma variedade de fatores – pela cor e tamanho, e definitivamente pelo preço. “Os adolescentes em especial, frequentemente usam o preço como um fator de classificação”, diz o estudo.

Ofertas e listas de desejos

Oferecer uma lista de pedidos on-line é uma ferramenta eficaz de vendas para os adolescentes. Embora muitos adolescentes não tenham um cartão de crédito, enviar uma lista de desejos lhes permite direcionar para outros usuários (como os pais ou amigos) os presentes que eles querem. Além disso, os clientes mais jovens em sites com listas de desejos é legal porque mostra que o site respeita-os como clientes – e isso é especialmente importante para os compradores teen.

Não necessitar de registro

Solicitar um registro prévio de compra tem um efeito negativo em ambos os adultos e os clientes teen, mas é especialmente ruim para os adolescentes. Sua paciência limitada significa que preencher um formulário desestimula vendas. Além disso, os adolescentes muitas vezes são advertidos pelos pais a não fornecer seus dados pessoais online.

Rápido Checkout

O processo de check-out do seu site deve ser o mais curto e fácil possível. Uma vez que muitos adolescentes têm uma experiência limitada com a saída, respondendo a perguntas sobre faturamento e endereço de entrega ou de encontrar o código de um cartão de crédito em matéria de segurança de três dígitos pode ser demorado. Adicionando toda a complexidade dessa experiência nova pode resultar em abandono.

Dicas de Design: Para o cliente adolescente

A interatividade é Poderosa

“Os adolescentes realmente gostam de interagir com a mídia que está usando”, diz Loranger. “Eles não gostam de usar a web como um aparelho de televisão.” Interatividade é o combustível que impulsiona o sucesso fenomenal do MySpace, que transforma a Internet em uma comunidade interativa.

Boas ferramentas de interatividade incluem testes online, votação, fóruns e jogos. Adolescentes gostam de ser capaz de expressar a sua opinião.

Facilmente digerido

Adolescentes gostam de fazer as coisas em partes sob medida. “É bom manter em mente que a teoria em termos de escrita do site, pode ser qualquer tipo de multimédia, enquetes e jogos interativos”, diz ela. Todos estes elementos são os melhores oferecidos em pedaços menores, administráveis por usuários teen. “Isso torna mais atraente.”

Use o design do seu site para transmitir informações de forma rápida, caso contrário, os adolescentes não vão prestar atenção.

As imagens boas

O texto que é completado por gráficos e imagens são muito mais atraentes para os adolescentes do que texto em linha reta. “Quando se comparam os sites que têm fotos com aqueles que não, eles dizem ‘eu quero ficar com o site que tem fotos.”

Os anúncios são razoáveis

Adolescentes não se importam com anúncios. Enquanto os adultos têm “cegueira de banner”, e tendem a evitar as coisas que se parecem com anúncios, os adolescentes vendo os anúncios prestam um pouco mais de atenção do que os adultos.

“Se você quer capturar sua atenção, você pode ‘fantasiar’ um pouco – adicione um pouco de figura. Mas sem ser cansativo”, diz Loranger.

(Em contraste, para os adultos, é melhor usar links de texto, links de texto são mais credível e mais provável de ser clicado do que algo que é feito até graficamente, diz ela.)

Site rápido é Vital

Um site de carregamento lento desencoraja todos os usuários, os adolescentes ainda mais. Mais uma vez, sua paciência limitada, em um resultado de carga lenta é um êxodo em massa.

“O desafio para os designers é ter uma interface gráfica que tenha estas características extravagantes, mas se demorar muito tempo para carregar – mesmo em conexões de alta velocidade – os adolescentes vão se desinteressar.

Adolescentes são altamente ativos – eles querem que as coisas agora.

Design para vitrini

Adolescentes frequentemente usam equipamentos antigos, incluindo os equipamentos doados às escolas e bibliotecas. Mesmo que os pais tenha equipamentos mais recentes, “os adolescentes [muitas vezes], usam equipamentos de segunda-mão”, Loranger diz.

Estes sistemas antigos não são otimizados para multimídia. Muitos desses sites teen empurram multimídia, como som e filmes que não funcionam no sistema de uma escola – por exemplo. (Ou os usuários não estão autorizados a fazer download de um novo plug-in).

A solução: “Tenha certeza que você está usando uma multimídia com versão de texto.”

Os adolescentes não querem ser vistos como crianças, assim eles evitam qualquer site que apresenta, mesmo remotamente, uma linha “kids”.

“Eles são muito sensíveis a sons e imagens que estão associadas a um público mais jovem”, diz Loranger. Como quando você passa o mouse sobre diferentes elementos e faz um sinal sonoro ou um som – eles odeiam isso.”

Por outro lado, “A música é realmente importante – a música certa. A música é uma extensão de sua identidade. Então, quando eles visitam locais que tem uma música pobre, repetitiva, ou não coincidi com o estilo do que está vendo - eles saem deste site. ”

Na opinião dos adolescentes, diz ela, uma faixa de música ruim é como se um adulto estivese tentando projetar algo para eles, e o pior, sem nenhum estilo.

Evitar Fontes pequenas

Em muitos sites teen o tamanho de letra é pequena. “Mas descobrimos que os adolescentes não gostam de ler um texto com fonte pequena. Ou texto com cores de fundo que têm baixo contraste”, diz ela.

“Há uma tendência para que os designeres queram projetar coisas que são legais e “iradas”, mas os adolescentes preferem realmente o texto que é um pouco maior e fácil de ler.”

Eles fazem muitas coisas diferentes ao mesmo tempo e para que sua atenção não seja desviada é melhor não usar texto com fonte pequena.

Exemplos de Shopping

Não surpreendentemente, os pesquisadores encontraram uma correlação de sucesso nos usuários teen em um site que seja fácil de realizar tarefas e seu nível de satisfação com o ele.”Se eles foram capazes de concluir suas tarefas sem muitos problemas, sua avaliação de satisfação com este site era muito maior.”

Exemplos de sites de compras que os adolescentes consideraram altamente positivos, tanto no design quanto na facilidade de uso: CCS.com, Dreamhorse, Lacie, LadyEnyce, PacSun e Wetseal.

Outros sites que no estudo os adolescentes consideraram favoritos: Rolling Stone , Lyrics.com , GameFAQs, Real.com, ALDaily, Optus e (é claro) MySpace.

Loranger achou particularmente revelador sobre as preferências dos adolescentes que gostaram dos sites da Apple e CSUMentor. Ambos os sites têm “design limpo e aerodinâmico. Um formato que poderia ser considerado o contrário do que os adolescentes gostam.”

Artigo originalmente publicado em Blog do e-Commerce.

Fonte: Blog do E-Commerce, 28/07/2010
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terça-feira, 27 de julho de 2010

O trabalho e as novas profissões na Internet (e-Commerce.org)



As inovações tecnológicas, como é o caso da Internet, trazem mudanças profundas na sociedade do ponto de vista social, cultura e econômico, particularmente, nas relações de trabalho e emprego.

Antes de qualquer coisa, é preciso eliminar o mito de que novas tecnologias geram desemprego. O que ocorre não é a eliminação de postos de trabalho, mas sim a mudança no tipo e na qualificação da vagas disponíveis. O trabalho operacional repetitivo passa a ser realizado eletronicamente e surgem novas necessidades de trabalho de maior valor, com maior exigência de conhecimento. Um exemplo é a funcionária que passava o dia todo digitando faturas e notas fiscais. Essa atividade passou a ser realizada eletronicamente e a profissional se reciclou por meio de cursos para realizar outras tarefas mais qualificadas por meio do computador. Além disso, a tecnologia faz surgir atividades e profissões totalmente novas. É o caso das profissões da Internet, algumas tão inusitadas que novos nomes tiveram que ser criados para representá-las, como: desenvolvedor web, web-designer, web-writer, especialista em redes sociais, entre inúmeros outros.

Novas oportunidades de trabalho na Internet

Outra questão importante é o fato da tecnologia da Interner facilitar imensamente a terceirização e a individualização do trabalho, abrindo novas oportunidades para profissionais prestadores de serviços. É o caso de um jornalista, ex-funcionário de uma empresa de comunicação, que se tornou um prestador de serviços para seu ex-patrão e diversas outras empresas, passando a produzir não por um salário e uma carteira assinada, mas sim por um ganho negociado em troca dos serviços prestados. E faz Isso, trabalhando a maior parte do tempo no conforto de sua casa e interagindo com o mundo por meio da Internet. O fato é que tecnologias como a Internet, alteram não somente a maneira de executar o trabalho, mas também ampliam as formas com as quais esse trabalho passa ser realizado. Sem as barreiras do injusto ônus pago pelo gerador de emprego a um estado obeso, sem os limites geográficos do mundo físico e com enorme produtividade e agilidade.
Que os empregos tendem a desaparecer é uma realidadeo, mas isso não significa absolutamente o fim do trabalho, afinal, um emprego é apenas uma das maneiras de se executar um trabalho em troca de remuneração. O que conhecemos hoje como emprego tende a ser substituído por outras relações mais inteligentes, mais produtivas, menos onerosa para o contratante, e, principalmente muito mais recompensadora e gratificante para o contratado.

Artigo originalmente publicado em e-Commerce.org.

Autor: Dailton Felipini
Fonte: e-Commerce.org

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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Empreendedorismo na Internet, o momento é agora (e-Commerce.Org, 12/05/2010)



A Internet alterou de muitas maneiras o nosso comportamento, inclusive, na forma como realizamos compras. O consumidor definitivamente adotou a compra on-line e devido, principalmente, à conveniência e a economia, compra-se cada vez mais pela Internet. Isso significa uma excelente oportunidade para quem deseja montar um empreendimento neste novo canal de comercialilzação e tem conhecimento e competência para fazê-lo.

O e-commerce vem crescendo de forma avassaladora em todo o mundo. Jeff Bezos, CEO da Amazon, prevê que o e-commerce deve atingir entre 10% a 15% do comércio americano nos próximos 10 anos, fato que, se confirmado, levará o faturamento anual do setor nos Estados Unidos a um valor superior a meio trilhão de dólares. No Brasil, o faturamento evoluiu de meio bilhão de reais em 2001, para mais de R$ 13 bilhões de reais em 2010. Isso representa um crescimento superior a 2.300% em apenas uma década. Alguém conhece outro setor que tenha crescido com tamanha magnitude? Outro indicador extremamente positivo é o crescimento no número de consumidores on-line que saltou de pouco mais de um milhão em 2001 para estimados 23 milhões em 2010, conforme ilustrado pelo gráfico abaixo.

Quantidade de e-consumidores no Brasil - (em milhões) - eBit
2001200220032004200520062007200820092010
e-Consumidores1.12.02.63.44.87.09.513.217,623,0
Crescimento %-1%30%31%41%46%36%39%33%30%


Para o empreendedorismo na Internet, esse é o melhor momento.

Conforme ilustrado pelo quadro acima o mercado representado pela Internet já é expressivo, mas no início da década mal passávamos de um milhão de consumidores, justamente num período em que a chamada “Internet eufórica” fervilhava de projetos e sonhos ainda insustentáveis. Hoje, com mais de vinte milhões de pessoas comprando de forma rotineira pela Internet, o quadro está totalmente favorável. É claro que, quando tivermos, 40 ou 50 milhões de compradores, vai ser ainda melhor. O problema é que, quando esse momento chegar, o comércio eletrônico não será mais novidade, e algumas das vantagens atuais terão desaparecido. O conhecimento estará mais disseminado, muitos empreendedores estarão estabelecidos, já não haverá tantos nichos de mercado à disposição e assim por diante. Logicamente, o grau de incerteza será menor, mas em contrapartida a competição será muito mais acentuada. Por essa razão, agora é o melhor momento para o empreendedorismo na Internet, e os números do e-commerce mostram isso de forma cabal.

Artigo originalmente publicado em e-Commerce.org.

Autor: Dailton Felipino.
Fonte:e-Commerce.Org, 12/05/2010.

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